#Bahia |COMBATE AO COVID 19  EM LUÍS EDUARDO MAGALHÃES – BA

Saindo de Brasília, capital federal, em direção ao nordeste brasileiro, deparamos com as rápidas mudanças no convívio das pessoas.

Aquele tradicional aperto de mão e o “beijinho” no rosto já ficaram é passado recente. Estradas com menor fluxo de carros e comerciantes preocupados com as faturas que irão chegar e a população querendo respostas.

Ao longo do caminho

Percorremos cerca de 640 Km de Brasília – DF até Barreira (BA) e já na primeira parada, em Formosa (GO), os primeiros sinais da interferência do COVID 19. Duas jovens atrás do balcão da pamonharia Brasil aguardavam, sem muito sucesso, fregueses que costumeiramente passava por ali. “Nos últimos dois dias diminuiu muito o número de carretas passando aqui na estrada”, contou Luciana, uma das atendentes. Segundo ela, na vizinhança estava tudo tranquilo. Não havia sinais da doença por ali, mas ela explicou “ficamos preocupadas né, só se ouve falar nisso (coronavírus)”, relata Luciana.

Riqueza e preocupação

Já entrando na Bahia, pela cidade de Simolândia, percebemos que o fluxo de carretas realmente estava baixo. Este trecho da estrada que liga Simolândia (BA) até a cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), uma região de fazendas, vastas extensões de terra coberta pelo ‘ouro verde’ – descrição do cultivo do milho, soja, algodão, trigo e até eucaliptos – O Termo “Ouro Verde” é batizado em um das fazendas ao longo do trecho. Cooperativas exibindo enormes cílios para estocagem do ‘ouro verde’, máquinas agrícolas gigantes (colheitadeiras, irrigadores) de última geração ajudam a compor o cenário de riqueza.

Neste cenário que envolve empresários de várias partes do país e, até de outros lugares do mundo, encontramos profissionais da saúde ‘rabiscando traços’ para um futuro bem presente.

Reunião de emergência

No salão da Secretaria de Cultura da cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), terça-feira (17/03), por volta das 17:00h, estavam reunidos os profissionais da saúde para traçar um plano de contenção contra o Coronavírus. O secretário municipal de saúde, Dr. Felipe Melhem, passava instruções para o enfrentamento ao COVID 19. Com o auditório lotado e profissionais visivelmente preocupados, Dr Felipe, apresentou os protocolos do Ministério da Saúde com a orientação da OMS – Organização mundial da saúde, objetivando cuidados no enfrentamento do vírus.

Diretora de Vigilância e Saúde de Luís Eduardo Magalhães (BA), Sra. Arisleide Bispo, com o repórter, Sandro de Moura.

A diretora de vigilância e saúde do município, Sra. Arisleide Bispo, também fez sua explanação ao grupo. Segundo a secretária, existem outras doenças que a preocupa tanto quanto o novo vírus. “Estamos com desabastecimento de medicamentos para tuberculose, leishmaniose, e desabastecidos de insumos para combater os focos do Aedes Aegypti, minha gente”, alerta a secretária. Enfatizou também que estas doenças citadas, precisam ser encaradas com mais atenção, porque tem vitimado pessoas na cidade.

 A secretária, Arisleide Bispo, chamou atenção para o fato que o coronavírus não foi levado a sério logo no início do seu aparecimento.  “Desde novembro de 2019, o mundo vem presenciando este fato, iniciado lá na China. Isso foi perpetuando e nós “BRINCANDO”, outros países “brincando”, inclusive a China começou a “brincar”.  Só mudou de cenário quando, de fato, outros países começaram a ser afetados e tiveram que fechar suas fronteiras com a China. O estrago na Itália não tem mais volta, na Europa em sua totalidade… virou pandemia”.

“O caminho agora deve ser direcionado pelas normas técnicas do Ministério da Saúde e as normas técnicas e decretos do estado da Bahia. Os profissionais da saúde municipal não podem trabalhar com decretos de São Paulo e nem de Brasília. Estou debruçada sobre este assunto, noite e dia. Infelizmente o caos chegou no Brasil. Quero lembrar se não fosse a participação da imprensa no acompanhamento e da vigilância e saúde estaríamos ainda “cegos” sobre o vírus”, disse, Arisleide Bispo, na palestra. Em entrevista exclusiva para a equipe da Brasilnordeste.com, a diretora amenizou o tom dramático dizendo que a cidade esta preparada para lidar com o vírus. 

A importância da imprensa no combate ao coronavírus

Os jornalistas, Sandro de Moura e Chico do Valle.

O jornalista, Chico do Valle, da rádio cidade FM, disse que profissionais de comunicação foram convidados pelo prefeito, Oziel Alves de Oliveira (DEM), para uma reunião de modo a estabelecer uma aproximação do poder municipal com a imprensa local. 

“A cidade de Luiz Eduardo Magalhães (BA) possui uma relação com o mundo. Aqui é a capital do agronegócio, a ida de muitos empresários ao exterior e também as muitas visitas de empresários vindo de outros países gera preocupação à toda população. Estamos preocupados ao mesmo tempo, confiantes, nas ações implementadas pelo governo local.

A mídia local tem tido o cuidado em noticiar para manter a população bem informada e, claro que existem fake news e o cidadão pode ajudar escolhendo veículos sérios como fonte de sua informação”, esclarece Chico do Valle.

Administração municipal pede ajuda a imprensa

Segundo Chico do Valle, o prefeito Oziel Alves de Oliveira (DEM) e o Secretário de Saúde, Dr Felipe, marcaram uma coletiva, de modo a informar sobre um caso suspeito na cidade, onde foi dado como negativado após exames. “A prefeitura quer diminuir a distância entre administração pública e a imprensa, mantendo assim, um canal direto, levando para a população, informações mais precisas e sem distorções”

Agência FNI (Jornal)
Escrito por Sandro de Moura
Fotos e vídeos: Thiago Rodrigues (Brasil Nordeste)

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