#RN | SERVIDORES TERCEIRIZADOS SERÃO DEMITIDOS PELA PREFEITURA MUNICIPAL DE PARNAMIRIM

O secretário da SEPLAF, da Prefeitura Municipal de Parnamirim, professor Giovani Rodrigues Júnior (foto), declara em vídeo enviado pelo aplicativo whatsApp aos colegas secretários que o município teve uma queda acentuada em sua receita e que o prefeito vai cortar gastos e demitir terceirizados.

O montante chega a R$ 5 milhões de reais causado pela crise da pandemia do COVID-19. Antes de gravar o vídeo em sua residência sob uma lua inspiradora no céu da praia de Pirangi, o professor Giovani destacou que teve uma reunião com o prefeito Rosano Taveira, equipe da Controladoria Geral do Município e o empresário Caio Honório Silveira, diretor da Solares, responsável pelo contrato dos terceirizados junto a PMP.

“Ficou decidido que a Solares entregará um relatório detalhado com os nomes de todos os trabalhadores junto às secretarias para uma avaliação da SEPLAF para decidir que medidas serão tomadas, demissões não estão descartadas”, alertou o secretário.

Na gravação, três possibilidades são apontadas pelo secretário Giovani Júnior:

1) Reduzir a carga horária para 30% da carga horária normal do terceirizado, onde a Solares pagaria 30% e através do Seguro Desemprego, o Governo Federal pagaria os outros 70%, esse servidor continuaria recebendo o salário integral;

2) Colocar o servidor de férias, e não ter reposição, ou seja, nós não pagaríamos a Solares, porque a Solares não iria repor esse servidor, a Prefeitura iria pôr outro servidor no lugar;

3) Por fim, a demissão, essa é que não queríamos ter que tomar essa decisão, mas é provável que nós tenhamos que fazer alguma coisa nesse sentido.

Por fim, deixamos alguns questionamentos para a Prefeitura de Parnamirim:Que critérios serão considerados para a manutenção, férias ou demissão desses trabalhadores?

O sindicato dos trabalhadores já foi comunicado desse plano? O que será desses servidores que dependem dos empregos para sustentar suas famílias? Porque a Prefeitura não corta privilégios do seu secretariado, como o pagamento de jetons que já consumiram quase R$3 milhões entre 2017 e 2020, para evitar essas demissões?

O consumo de material de expediente, água e energia elétrica em vários órgãos diminuíram consideravelmente porque se encontram fechados, como as escolas, por exemplo, isso gerou economia para o Município, quanto foi economizado? O que será feito com esse dinheiro?

Será que o prefeito vai continuar nomeando cargos comissionados para atender apadrinhados políticos?

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Por Genilson Souto – Jornalista DRT 879 RN
FONTE JORNAL DO ESTADO

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