NÃO ME FALEM MAL DA ARTEMÍSIA

NÃO ME FALEM MAL DA ARTEMÍSIA, POR FAVOR…

Caros leitores, 

Em nome da Ciência, da própria Artemísia e também para evitar certas especulações desqualificadas, quero deixar aqui algumas breves informações acerca desta maravilhosa planta, com benefícios inimagináveis para a nossa saúde. 

Falar da artemísia é falar de cerca de 250-500 espécies, espalhadas pelo mundo fora. Eu refiro-me agora à espécie Artemisia annua, conhecida na medicina popular da China já há mais de 2000 anos e que é igualmente a espécie predominante em Madagáscar, País de onde provém uma certa bebida, da qual a artemísia faz parte, que está a causar uma certa polémica internacional. 

Mas por favor, não me falem mal da Artemísia, uma autêntica raínha. Ela não tem culpa nenhuma de se ver envolvida agora em jogos políticos e/ou económicos. E que fique igualmente bem claro: Eu também apoio totalmente o consenso, de que todos os produtos ligados à saúde deveriam ser primeiramente testados e os seus efeitos devidamente comprovados, POR CIENTISTAS INDEPENDENTES, antes de serem postos à venda. Repito, todos os produtos, sejam eles naturais, sintéticos ou semi-sintéticos. 

Mas deixem-me falar-lhes só um pouco da Artemisia annua: 

Em 2015, a investigadora chinesa Youyou Tu, de 84 anos, recebeu o prémio Nobel pela descoberta da Artemisinina, um dos componentes activos da planta Artemisia annua. Quando os antimaláricos comuns no final da década de 1960, começaram a perder eficácia, porque os diversos plasmódios da malária estavam a tornar-se cada vez mais resistentes, a investigadora, Youyou Tu, recorreu à medicina tradicional chinesa na procura de alternativas. Então ela aí, teve a sorte de se deparar com a Artemisia annua, da qual ela extraíu o componente activo, artemisinina, que foi logo depois comprado e patenteado por um dos tubarões da indústria farmacêutica. A partir daí, os derivados sintéticos da artemisinina têm sido patenteados e usados em medicamentos, que têm reduzido significativamente a mortalidade de pacientes com malária. 

Quem não conhece o famoso COARTEM ou RIAMET? 

Coartem/Riamet = Arteméter (derivado de artemisinina) + Lumefantrina 

Como reage a Artemísia contra a malária? 

A eficácia da Artemisia annua contra a malária foi comprovada já em todo o mundo por centenas de milhares de pessoas, curadas da malária apenas pelo extracto desta planta, principalmente na Ásia. Graças à Artemisia annua tem sido possível ajudar os mais pobres deste mundo, que não têm possibilidades de comprar medicamentos mais caros. 

A Artemisinina, um dos 10 componentes antimaláricos da planta artemisia annua, é considerada um dos melhores medicamentos de todos os tempos contra a malária, mas como acontece com quase todas as monosubstâncias, algumas resistências já estão a ocorrer contra os seus derivados

Há menos resistência quando se toma o extracto da planta inteira 

A espécie, Artemisia annua é muito bem pesquisada. Até ao momento, foram isolados e comprovados 245 diferentes componentes activos da já famosa Artemisia annua. 

Quando se toma o extracto da planta inteira, há menos possibilidades dos plasmódios formarem resistência, porque a planta em si, tem ainda mais 9 outras substâncias antimaláricas do que o Coartem e mais 4 outros componentes antiplasmódicos. E é nesta sua versatilidade que assenta o „perigo“ da artemisia annua para algumas instituições internacionais. 

Contra um único componente activo (monosubstância), os patógenos da malária talvez ainda consigam defender-se e desenvolver uma certa resistência. No entanto, quando os patógenos são confrontados com uma saraivada de substâncias activas, que é o que acontece quando se toma o extracto da planta inteira (chá de artemísia), eles perdem o combate de imediato. 

Infelizmente, a indústria farmacêutica trabalha quase só com monosubstâncias, e é por isso que vários antimaláricos outrora bons, são quase ineficazes hoje em dia. E nalgumas partes do mundo já se fala da existência duma certa resistência contra os derivados da Artemisinina. 

Até ao momento, não se conhece nenhuma resistência à malária, advinda do uso do extracto da artemísia annua. Para além da malária, o extracto da artemísia ainda cura uma infinidade doutras doenças, porque contém mais de 200 outros componentes activos. 

A taxa de cura clínica da malária pelo extracto da artemísia é de 90-95%

Como actua a Artemísia contra o patógeno da malária? 

Muitos mecanismos de acção ainda são desconhecidos, mas pelo menos um já é conhecido. E este é extremamente notável. A Artemisia annua contém um peróxido quimicamente estável que, de acordo com as regras básicas da química, nem sequer deveria existir. Os plasmódios (ou também as células cancerígenas) contêm 10-20 íões de ferro a mais em comparação às células normais. Se o peróxido entra em contacto com esse ferro, ele desassocia-se em 2 radicais livres agressivos, que danificam e acabam por matar as células do plasmódio. 

E é por causa deste mecanismo que nunca se deve preparar o chá de Artemísia directamente numa panela de ferro, porque ela reage ao ferro. Também não se deve tomar Artemísia conjuntamente com ferro ou alimentos que contenham ferro (ostras cozidas, mariscos ao vapor, cacau em pó, espinafre, etc..), mas sim bem fora das refeições. Caso contrário, existe o risco da desassociação da ponte de peróxido no estômago ou no intestino, o que seria contraprodutivo, pois o que se objectiva é que isso aconteça perto de patógenos ou células doentes. 

Artemisia annua (pó, cápsulas) pode ser um medicamento preventivo ou curativo contra as seguintes doenças: 

– Infecções virais e Infecções bacterianas – Febre / gripe/bronquite – Vários tipos de cancro – Aftas, Candidíase oral e vaginal – Paludismo/Parasitas – Inflamações/conjuntivite – Diverticulite/Disenteria crónica – Meningite – AIDS/SIDA (tratamento de apoio) – Herpex simplex (herpes labial) 

Porque é que a Artemisia é eficaz? 

Porque devido aos seus 245 constituintes, tem efeito imunoestimulante, analgésico, diurético, sedativo, antiplasmódico, antimalárico, antidiarréico, antiemético, antipirético, antiespasmódico, antitrombótico, etc.. 

Conhecendo estes e demais outros benefícios que a Artemísia tem, sem falar doutras plantas terapêuticas do nosso continente, devemos neste momento defender e bem a artemísia e incentivar a sua produção e utilização no nosso continente. Há diversas outras plantas africanas dotadas de efeitos milagrosos para a nossa saúde, como por exemplo a Moringa Oleifera (Nené Badadji na Guiné-Bissau ) ou a Strophanthus gratus, que são comercializadas a peso de ouro na Europa, enquanto permanecem prepositadamente ignoradas na África. 

A Strophanthus gratus (estrofantina) é um dos melhores medicamentos do mundo na prevenção do ataque cardíaco, da angina pectoris e do acidente vascular cerebral (AVC). 

A matéria-prima é importada dos Camarões, por uma ninharia. O medicamento, legalizado e produzido na Europa, é exportado à bom preço para todos os Países do mundo, incluindo… os Camarões. 

Surpreende-me bastante ouvir dizer que a OMS (agora), quer informar-se acerca dos efeitos da Artemisia annua na luta contra o COVID-19, contra o qual de momento não existe um medicamento apropriado. 

Só quero fazer lembrar que a Artemisia annua já está proibida em muitos Países europeus a mando da União Europeia e da OMS, porque há interesses a serem protegidos „contra os benefícios“ que a artemisia tem para a nossa saúde. 

Se já se está a proibir a Artemisia annua na Europa, há que estar mesmo num sono/sonho bem profundo para acreditar na sua legalização pela OMS. 

Já notaram que muitos produtos naturais, incluindo a Artemísia annua, apesar de excelentes resultados terapêuticos apresentados, sempre têm problemas de legalização? 

No dia 25 de Abril de 2002 a OMS, outrora, através da sua directora, Dra. Harlem Brundland, atribuíu o „Prix d’excellence“ ao Programme Medicine Naturelle/Sud-Kivu pelo seu excelente trabalho com a Artemísia annua na luta contra o paludismo. 

Será que os funcionários actuais da OMS não têm acesso aos arquivos da OMS, para se informarem das potencialidades desta planta? Eu acho que não, porque senão haveriam de ter um outro comportamento em relação à Artemisia annua. Ou será que têm mesmo acesso e é precisamente por isso que estão a lutar contra a sua legalização como medicamento? 

Se esta mesma Artemísia está agora a ser usada „off-label“ numa situação de emergência contra o COVID-19, tendo em conta os benefícios que ela tem para a nossa saúde, outrora até reconhecidos pela directora da OMS, não vejo motivo para tanto alarido. 

A Hidroxicloroquina, que nem metade das propriedades terapêuticas da Artemisia annua tem, está também a ser usada „off-label“ contra o COVID-19. Houve algum alarido contra o uso da Hidroxicloroquina? Não ouvi nada. Será porque não é um produto africano? Acho que sim. 

„off-label use“ = Uso fora do rótulo. Refere-se ao uso de um medicamento fora da indicação aprovada pelas autoridades competentes, principalmente quando não há um medicamento apropriado, como é o caso actual do COVID-19. 

Uma breve informação relativa à hidrocloroquina/cloroquina: 

Cá na Alemanha não se aconselha o uso da cloroquina no combate ao Covid-19, porque os efeitos secundários são muitos. Principalmente em infectados que padecem de doenças do foro cardiovascular, há que ser muito cauteloso, porque o uso da hidroxicloroquina nestes pacientes pode induzir a uma arritmia cardíaca, com todas as suas consequências. Nos EUA usa-se a hidroxicloroquina, mas juntamente com o zinco e, pelo que se relata, com bons resultados. A Rússia usa a hidroxicloroquina sem problemas. 

Pacientes padecendo de anemia hemolítica (favismo ou deficiência da enzima G6PD), que se regista com mais frequência na África e América Latina, NÃO DEVEM SER TRATADOS COM HIDROXICLOROQUINA/CLOROQUINA, para evitar a ocorrência de colapsos respiratórios mortais. Os terapêutas têm o dever de se irem actualizando constantemente, e a partir dessas actualizações, experiências próprias e consultas profissionais, tomarem a decisão terapêutica adequada. 

Eu aconselho sempre que cada um active bem o seu aparelho imunológico, porque estando ele activado, o organismo resiste à quase todos os tipos de infecção. 

Para activar a minha defesa imunológica, recebo do meu médico, semanalmente, 7 ml do meu próprio sangue injectado, intramuscular, tomo 25 mg de bisglicinato de zinco e 5000 UI de vitamina D3 todos os dias. 

Nós (em África) temos que ser mais exigentes na solução dos nossos problemas e na defesa do que é nosso, porque das grandes instituições não devemos esperar muito. O jogo de interesses que aí reina, vai sempre impedir o nosso progresso. 

Nós é que temos que identificar os nossos problemas e resolvê-los dentro das nossas possibilidades, sem termos que nos submeter à interesses inconfessos. 

A OMS deve provar-nos realmente que está aí para servir a saúde de todos. A OMS deveria ajudar Madagáscar a realizar os testes necessários e a legalizar os seus produtos fitoterápicos, porque sabe-se que Madagáscar tem trabalhado muito bem neste domínio. Um instituto alemão está neste momento a investigar essa bebida de Madagáscar, que também contém Artemísia, e prometeu apresentar resultados ainda neste corrente mês. Esperemos que a investigação ocorra dum modo independente e que nos revele toda a verdade sobre essa bebida. O segredo dos outros constituintes da bebida está protegido, óbviamente, pelo governo de Madagáscar. 

Assim que tudo for comprovado cientificamente pelas entidades competentes, presumo que haverá uma patente e passaremos então a conhecer os demais componentes que acompanham a Artemisia annua nessa já famosa bebida de Madagáscar. 

Eu não me estou a referir à legalização da Artemisia annua contra o COVID-19, neste momento, porque sei que isso é impossível, mesmo estando a sonhar profundamente – não porque lhe faltam propriedades, mas sim porque as tem em demasia . 

E é por causa destas suas propriedades que a Artemisia annua deve ser „travada“, para que não venha a „estragar“ os bons negócios de medicamentos que têm sido feitos no nosso continente, em detrimento da nossa própria saúde e economia. 

Que peso tem Madagáscar ou qualquer outro País africano para entrar neste jogo de gigantes farmacêuticos, bem protegidos pela OMS? 

O COVID-19 é temporário e ademais, os „intocáveis“ devem ter tudo já bem preparado para vender, vacinar e „acabar de vez“ com o COVID-19. E também não me estranharia muito, ver depois o mundo a ser confrontado com mais outros „covids“, como por exemplo o COVID-20/21/22… Quem se lembra ainda dos filmes Rocky I, Rocky II, Rocky III…? A diferença é que o COVID-19 é coisa séria e com coisa séria não se brinca, normalmente. 

Estou feliz por termos agora no nosso continente os nossos CDCs, espalhados em 5 regiões. 

Mas para quando a nossa Organização Africana da Saúde (OAS)? 

Estaremos cá bem atentos à espera da „sentença“ da OMS sobre a Artemisia annua em Madagáscar ou num outro País africano qualquer, … enquanto aguardamos impacientemente pela fundação da nossa mais que necessária OAS… que alívio seria, meu Deus. 

O ideal seria ver a África empenhada na produção da Artemísia e doutras plantas terapêuticas, para devidamente fazermos frente duma vez por todas ao paludismo e às diversas outras doenças, que ainda dependem fortemente de medicamentos importados doutros continentes. 

Quem tiver perguntas/sugestões, que não hesite em contactar-me através do meu E-Mail dr.mendonca@mundo-vital.com 

Um forte abraço à todos e obrigado pela vossa atenção. 

Por: Altair Maia – Escritor DF
Artigo: Dr. Manuel Mendonça (NHOMBA) 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *