Polícia Civil elabora cartilha com orientações para crimes de estelionato

A Secretaria de Estado de Polícia Civil elaborou uma cartilha com orientações à população sobre os crimes de estelionato que, de acordo com os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), tiveram aumento em mais de 70% no mês de junho em relação ao mesmo período do
ano passado.

Os casos de estelionato também apresentaram um aumento considerável no ambiente virtual, passando de 9,2% em junho de 2019 para 29,7% em junho de 2020. Um dos fatores determinantes para a escalada desse tipo de crime é a popularização da internet como espaço para realização de compras online e operações bancárias – tornando-se um recurso ainda mais relevante em tempos de distanciamento social.

Dentre os golpes virtuais a delegada Raíssa Celles, chefe do quarto departamento de polícia de área, chama atenção para os crimes praticados por meio do aplicativo de mensagens Whatsapp.

“Os criminosos se passam pelo dono da linha e pedem uma quantia em valor. Os amigos acreditam que possam estar falando com o amigo e fazem a transferência. Nossa orientação é que, ao utilizar o aplicativo, a pessoa possa colocar uma senha dupla para tentar burlar a ação dos estelionatários”. Ponderou Celles.

Contanto, a delegada alerta que os idosos estão mais vulneráveis aos crimes de estelionato. Um dos golpes que tem esse público como sua principal vítima no Rio de Janeiro é o falso sequestro, que é quando ligam exigindo uma quantia em troca da libertação de um parente supostamente em cativeiro. A recomendação nesse tipo de caso é desligar o telefone para não correr o risco de fornecer dados que acrescente informações às ameaças dos criminosos.

Junto com as orientações da Polícia Civil é importante que fique claro que estelionato é um crime previsto no artigo 171 do Código Penal e que precisa ser denunciado independente do constrangimento que o golpe tenha causado a vítima, para que as autoridades cheguem aos criminosos.

“Quando uma pessoa se dá conta que caiu em um golpe, ela fica tão constrangida e envergonhada que não comenta com ninguém da família, muito menos comunica o fato à autoridade policial. É fundamental que a pessoa faça o boletim de ocorrência para que a Polícia Civil possa fazer a investigação e chegar à autoria do Crime”. Concluiu a delegada.

Algumas orientações da Polícia Civil: 

  • Nunca dê informações pessoais por telefone; 
  • Operações bancárias devem ser feitas, de forma prioritária, na própria agência e, dê preferência, com o gerente da conta; 
  • Caso for fazer alguma compra na internet, procure sites confiáveis, que tenham boa reputação e que sejam seguros. Ao menor indício de golpe, não conclua a compra; 
  • Caso atenda uma ligação de trote, não dê qualquer dado pessoal e tente fazer contato com a suposta vítima; 
  • Caso seja vítima de um golpe, comunique o crime em uma DP. Leve todos os documentos que possam comprovar a fraude para que a polícia tenha todos os elementos para a investigação.

Cleber Araujo – jornalista/RJ
Foto: Paulo Vitor
Fonte de informação: Governo do Estado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *