Editorial do Aziz

O PM está nu

“Você só descobre que alguém está nadando pelado quando a maré baixa”, ensina o investidor Warren Buffett. No próximo dia 21 de setembro, a maré vai baixar para o empresário que não tem CPNJ Paulo Marinho (PM). É o dia da acareação com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem é suplente e cuja cadeira não consegue dissimular a ambição de ocupar. Nesse momento crucial das investigações que apura se houve vazamento da Operação Furna da Onça, o “amigo da onça” vai aparecer nu. Traíra confesso, surfou na onda da campanha ‘que elegeu Jair Bolsonaro presidente da República. Ele, a reboque, elegeu-se suplente do senador Flávio. Na primeira onda que pôde surfar contra o seu padrinho político, mergulhou de cabeça. Juntou-se a outro traíra, o governador de São Paulo, João Dória, embarcou no PSDB do novo aliado, e se apresenta como candidato a prefeito do Rio.
Quem é Paulo Marinho?

Um resumo da sua trajetória é contada por Eduardo Braga (está no Google em versão mais radical) revelando um misto de cafajestagem e romantismo. Conta Braga que Paulo Marinho era michê na década de 1970 no Rio, se envolvia com mulheres ricas mais velhas e tinha fama de garanhão. Boa pinta, entrou no jet set e, em 1972, deu o chamado golpe do baú: casou-se com Odile Rubirosa, viúva de Porfirio Rubirosa, de quem Odile herdou a fortuna de US$ 50 milhões a valores de hoje. Ela, com 40 anos; ele, 21.

Desde então, foi se apresentando como empresário. Foi trabalhar na Marcelo Leite Barbosa (famosa corretora de valores carioca da década de 70 e 80). Lobista competente, PM se juntou em negócios com Nelson Tanure, o mesmo que fora amante de Zélia Cardoso de Mello e por isso teve condições de fazer diversas operações no mínimo heterodoxas, como o golpe sobre a família Nascimento Britto (Jornal do Brasil) e o estaleiro Velrome. Como operador de Tanure, acabou sendo o pivô da demissão do consagrado jornalista Ricardo Boechat de O Globo. Mas essa é outra história.

Editorial do Aziz
Jornal O Povo na Rua
Foto:Reprodução Jornal O Povo na Rua

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