Carreira política curta: Casa caiu para governador do Rio, Witzel.

Um dia de cão. Nem o filme estrelado por Al Pacino na década de 1970 retrataria tão bem o inferno astral vivenciado pelo governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC), afastado do cargo por ordem judicial nesta sexta (28/8).

Com a decisão do STF, o gestor que é investigado juntamente com sua mulher, a 1ª dama e advogada Helena Witzel. Ambos são acusados de receberem de forma indevida cerca de R$ 274 mil entre agosto do ano passado e abril deste ano. Segundo as investigações, o ex secretário e braço direito de Witzel Lucas Tristão, que também é advogado e foi preso hoje, participava da operação fraudulenta.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o dinheiro foi pago pelo empresário Mário Peixoto – que também está preso – com o auxílio de quatro pessoas. Em troca, o governador permitiu que o Instituto Unir Saúde recuperasse sua qualificação para atuar perante o governo. Além destes, o Pastor Presidente do PSC Na decisão que afastou Witzel e mandou prender os seis investigados, o ministro do Superior Tribunal de Justiça – STJ – Benedito Gonçalves afirma que o escritório foi usado para “escamotear o pagamento de vantagens indevidas ao governador, por meio de contratos firmados com pelo menos quatro entidades de saúde”.

A respeito de Witzel não ser alvo de mandado de prisão, o ministro do STJ diz que as “atividades de corrupção e lavagem de dinheiro por meio de pagamentos ao escritório de advocacia da primeira-dama devem cessar com o alheamento do exercício da função de chefe máximo do Poder Executivo estadual”.

IMPEACHMENT

E como uma notícia ruim nunca chega desacompanhada, no final da tarde mais uma cacetada em Witzel: O ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu retomar o andamento do processo de impeachment do governador.

A decisão de Moraes revogou a anterior do presidente do Supremo, Dias Toffoli, que havia travado o rito durante o recesso do Judiciário. Toffoli tinha
pedido que a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio) formasse uma nova comissão especial para o processo.

Sandro de Moura – Rio de Janeiro
Imagem: Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

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