Propaganda eleitoral x fake news


No último domingo (27/09) foi oficializada a liberação das propagandas eleitorais em todo o Brasil, autorizando os candidatos das eleições municipais para apresentarem os programas de campanha e a pedirem votos publicamente – inclusive pela internet.

A recomendação proferida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso, em rede nacional na noite de sábado (26) alertava para os cuidados sanitários que devem ser adotados nos atos de campanha para garantir a proteção de eleitores e candidatos em meio à pandemia e para a importância de combater as notícias falsas a fim de proteger a saúde da democracia.

“Há um outro vírus que ronda as eleições capaz de comprometer, não a saúde pública, mas a própria democracia. Trata-se de notícias falsas, das campanhas de desinformação e de difamação. Uma causa que precise de mentiras, de ódio ou de agressões não pode ser boa”. Afirmou Barroso.

A fake news é uma preocupação eleitoral para qual o TSE ainda não encontrou solução. As últimas eleições foram marcadas pela disseminação de notícias falsas, principalmente com a difamação de opositores. Paralelamente, ficou evidente a dificuldade de monitorar e controlar esse tipo de informação, que aumentou desproporcionalmente à medida que a polarização política virou uma realidade no Brasil.

Essa situação dificulta ainda mais a escolha do eleitorado brasileiro que já precisa estar atento as promessas políticas duvidosas para não fazer escolhas erradas. Agora é preciso atenção para não acreditar e nem propagar falsas notícias.

Cleber Araujo – jornalista/RJ
Foto: TSE

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