Ações na justiça prejudicam campanha de Eduardo Paes no Rio


O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, enfrentou uma semana turbulenta com a justiça em decorrência de processos em que responde por supostos crimes cometidos em sua gestão enquanto administrador do município carioca.

Na terça-feira (20) o Tribunal Regional Federal da 2ª Região rejeitou o pedido de defesa de Paes para trancar o processo que o acusa de fraude em licitação, corrupção passiva e falsidade ideológica a partir de contratos para obras do Complexo Esportivo de Deodoro, usado nas Olimpíadas Rio 2016.

O argumento de falta de justa causa na ação e de que a palavra do réu colaborador da justiça, Léo Pinheiro (construtora OAS), contraria a investigação feita pelo próprio Ministério Público Federal não foi acolhido pelo TRF2 que negou o habeas corpos para arquivamento do caso.

Assim, Paes permanece réu por crimes relacionados às obras realizadas para os jogos olímpicos.

Também na terça-feira, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve uma liminar, junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), decretando a indisponibilidade de bens de Eduardo Paes, da Rio Ônibus e de consórcios de empresas de transporte público pela prática de irregularidades na licitação em contratos para concessão do serviço público de transporte por ônibus no município do Rio.

A decisão foi proferida pelo relator do caso Gilberto Matos que, ao analisar os elementos da ação, entendeu que “as concessionárias teriam sido beneficiadas por subsídios e incrementos à tarifa de ônibus, em inobservância à lei e ao contrato, e em detrimento dos usuários do serviço”. Por essa razão, o desembargador determinou o bloqueio de cerca de R$ 753 milhões, somando os bens penhorados de todos os réus por meio dessa medida cautelar.

Ainda não é possível mensurar o impacto dessas notícias na corrida eleitoral. As últimas pesquisas de intenção de voto colocam Eduardo Paes como favorito para conquistar o pleito de 2020, a frente de Crivella que tem o maior índice de rejeição. Contudo, as ações judiciais movidas contra os dois nomes mais cotados para ocupar a prefeitura podem ser fatores determinantes para colocar no páreo outros candidatos até o dia das eleições.

Cleber Araujo – jornalista/RJ
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Fonte: Agência FNI

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