Governo Federal celebra a volta da extração de urânio no semiárido baiano como marco da retomada dessa atividade no Brasil


Na terça-feira o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, visitou o estado da Bahia para participar de celebração que marca a retomada da produção de urânio no Brasil. A cerimônia aconteceu no município de Caetité, onde está localizada a nova reserva de extração desse minério – a Mina do Engenho – na Unidade de Concentração de Urânio de Caetité. O evento foi realizado pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).


O retorno dessa atividade atende a uma determinação do presidente Jair Messias Bolsonaro que, ao convidar Bento Albuquerque para assumir a pasta, apresentou essa proposta como uma das prioridades do seu governo. “Seguindo as firmes recomendações do presidente Bolsonaro, nos últimos dois anos, temos trabalhado com afinco para impulsionar o programa nuclear brasileiro”.


Segundo o ministro, essa é a primeira etapa para posicionar o Brasil no mercado internacional como um país autossuficiente e exportador de urânio. Para consolidar essa proposta algumas frentes de trabalho estão sendo encaminhadas, como a reativação da pesquisa geológica para ampliar o conhecimento dos recursos minerais radioativos do subsolo brasileiro – considerando que o Brasil ocupa a 9ª posição na quantidade de recursos de urânio no mundo, com apenas 30% do território mapeado.


A criação de uma agência regulatória nuclear foi outro ajuste anunciado pelo ministro para prover melhores condições para o licenciamento e fiscalização da extração de minérios radioativos, como também, para o desenvolvimento de pesquisas na área de biociências, medicina nuclear, radiação de alimentos, entre outras possibilidades.


A princípio, a retomada da mineração de urânio representa a geração de empregos e recursos para o sudoeste baiano. A projeção para a Mina do Engenho é atingir a capacidade de produzir anualmente 260 toneladas de concentrado de urânio para, posteriormente, expandir o programa para Santa Quitéria – no Estado do Ceará – com expectativa de chegar a produção anual de 2.400 toneladas a partir da década de 2030.

Cleber Araujo – jornalista/RJ


Foto: arquivo Governo Federal


Editor chefe: Sandro de Moura


Fonte: Agência FNI

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