Paulo Rocha pede mais investimentos públicos para conter a crise econômica


Em pronunciamento, nesta quinta-feira (17), o senador Paulo Rocha (PT-PA) lamentou o fraco desempenho da economia brasileira neste ano de 2020. Disse que essa performance ruim se agravou ainda mais com a crise econômica global. Segundo o senador, a recessão que se vem acentuando teve início no governo do presidente Michel Temer, que implantou políticas que não “deram conta de resolver os problemas do país”.

Para o senador, umas das consequências da crise que atravessamos se deve à aprovação da PEC 55/2016, que limitou por 20 anos os gastos públicos.

— Isso teve uma consequência muito forte em nosso país. Começou-se a cortar o orçamento de políticas que já vinham de governos anteriores, de nossos governos. O primeiro ataque foi contra as universidades, com o corte dos orçamentos dessas instituições, o que provocou graves crises. Não fosse a atuação das bancadas estaduais no Congresso Nacional em socorro de muitas universidades, elas teriam falido — declarou.

Paulo Rocha também ressaltou a importância da atuação do Congresso Nacional, destacando a relevância do Senado Federal na aprovação de leis que “socorreram e capacitaram os governos” com dotação orçamentária para o enfrentamento das crises.

— Mas o governo do presidente Jair Bolsonaro é negacionista; nega a ciência, nega a política, enfim. E, a partir de uma visão autoritária, quer direcionar o nosso país e ficar com as nossas riquezas a serviço do grande capital internacional, principalmente dos americanos. Esta é uma política suicida, que leva nosso país à crise econômica que estamos vivendo — disse.

O senador esclareceu, também, que submeter a economia do país aos americanos trouxe graves consequências à administração pública, pois a deixou “impotente” perante a crise econômica e a fez perder a capacidade de investimentos públicos.

— Todo mundo sabe que para podermos alavancar a nossa economia nós é que devemos tomar a iniciativa que compete ao Estado, promovendo investimentos na grande infraestrutura, que é o que incentiva o setor empresarial a se juntar ao processo de investimentos. Mas o governo brasileiro precisa começar a investir. E tem onde investir! Isso terá consequências na economia. Uma delas é estimular o setor empresarial a também investir. A consequência é que o processo vai se traduzir em geração de emprego e renda — destacou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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