Suposta Vacina contra Covid-19 é comercializada nas ruas da cidade carioca

Enquanto o mundo acompanha apreensivo as notícias sobre a propagação da Covid-19 através
de uma nova estirpe do Sars-CoV-2, que sofreu uma mutação que possivelmente acelera o
processo de contágio da doença, no Rio de Janeiro uma vacina que supostamente protege
contra a infecção causada pelo novo coronavírus está sendo comercializada nas equinas da
cidade.

Circula pelas redes sociais imagens de uma vacina que está sendo comercializada nos
camelódromos, que traz na embalagem informações em ideograma (escrita oriental que não
usa letras do alfabeto). O fato é que a Anvisa, órgão responsável pela certificação de produtos
farmacêuticos no Brasil, ainda está avaliando a eficácia das vacinas negociadas pelo Governo
Federal para imunização da população.

Então, como poderia somente a cidade carioca dispor desse recurso contra esse mal que
assola o mundo, quando nenhuma vacina foi liberada para outro Estado ou município
brasileiro? A Resposta é simples: as pessoas estão comprando gato por lebre. Na verdade, não
se sabe os componentes químicos que compõem esse produto e nem a sua real finalidade,
colocando em risco a saúde das pessoas que tomaram tal vacina. Apesar do assunto virar piada
nas redes sociais, o caso é grave e exige uma investigação para encontrar os responsáveis pela
aplicação desse golpe.

É importante que a população tenha conhecimento que o Ministério da Saúde, em conjunto
com o Fórum Nacional de Governadores do Brasil e o Conselho Nacional de Secretarias
Municipais de Saúde, está elaborando um Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19
que, provavelmente, entrará em vigor a partir de Janeiro. A vacina a princípio será
disponibilizada gratuitamente numa campanha que está dividida em etapas – começando
pelos grupos de riscos e profissionais que prestam serviços essenciais a sociedade e que estão
em contato direto com o vírus, como os profissionais de saúde. Além do mais, normalmente
vacinas precisam ser conservadas em temperaturas especificas e não estão liberadas para esse
tipo de comércio.

Cleber Araujo – Jornalista/RJ
Foto: internet
Editor chefe: Sandro de Moura
Fonte: Agência FNI

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