Vacinas com produção nacional contra a Covid-19 estão próximas de receber autorização da Anvisa para imunizar população brasileira


Após trazer a público os resultados positivos da terceira fase de testes clínicos para comprovar a eficácia da vacina Coronavac (78% para casos leves e 100% contra os mais graves de Covid-19), o Instituto Butantan apresentou nessa segunda feira (11) a embalagem oficial do imunizante enquanto aguarda a autorização emergencial da Anvisa para colocar a sua produção a disposição dos brasileiros.

A possibilidade da campanha de vacinação dispor de duas tecnologias produzidas em solo nacional deixou os brasileiros esperançosos – justamente quando o país voltou a registrar aumento de casos de contaminação. Isso porque, tanto a Coronavac, desenvolvida pelo Butantan em conjunto com o laboratório Chinês Sinovac Life Science, quanto a vacina de Oxford, produzida pela Fiocruz em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, passaram pela primeira triagem da Anvisa para aprovação do uso emergencial, conforme divulgado nessa segunda-feira.

A expectativa é que o Plano Nacional de Imunização seja efetivado ainda em janeiro, a depender do aval da Anvisa. De acordo com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a vacinação pode começar a partir do próximo dia 20, com a previsão de iniciar com 6 milhões de doses da vacina Coronavac e mais 2 milhões de doses da vacina Oxford- AstraZeneca importada da Índia pela Fiocruz.

Para complementar a campanha de vacinação o Governo Federal está negociando com outros laboratórios, tendo como certo que até o final do ano poderá contar com 100 milhões de doses produzidas pelo instituto Butantan e 210 milhões de doses produzidas pela Fiocruz, que somente dará início a sua escala de produção a partir da liberação da Anvisa.

Cleber Araujo – jornalista/RJ
Foto: Divulgação / Instituto Butantan
Editor chefe: Sandro de Moura
Fonte: Agência FNI

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