Movimento brega é transformado em patrimônio imaterial do Recife


Nova lei foi assinada, nesta quinta (1º), pelo prefeito João Campos (PSB). Segundo a prefeitura, ideia é valorizar a expressão artística e incentivar músicos e dançarinos do estilo.

O movimento brega se tornou, nesta quinta-feira (1º), patrimônio imaterial do Recife. A lei foi sancionada pelo prefeito João Campos (PSB). A norma tinha sido aprovava pela Câmara Municipal, em duas votações, em junho deste ano.

A proposta, segundo a lei, é “valorizar a expressão artística, incentivando artistas, dançarinos, empresários e toda a cadeia produtiva que atua direta ou indiretamente no ciclo cultural e econômico”.

Por meio de nota, o prefeito afirmou que o brega é uma manifestação cultural e um patrimônio do Recife e “ninguém pode diminuir isso”.

Campos também destacou que “o brega vem mostrando sua grandiosidade para a cultura brasileira, tendo o Recife com um dos principais palcos para as suas mais diversas manifestações”.

Ele citou o visual do cabelo, com os cortes dos mais variados tipos, ou nos acessórios, como os óculos espelhados. Também ressaltou o estilo de dança característica do movimento do “passinho”.

Também por nota, o vereador Marco Aurélio Filho (PRTB), autor do projeto que foi transformado em lei, afirmou que o movimento brega passou a ser incluído nas discussões de políticas públicas.

Para ele, o brega “é a chance de capacitar e tirar jovens da situação de vulnerabilidade social”. Como patrimônio imaterial, o parlamentar acredita haverá oportunidades para esse público.

Estilo
Segundo a prefeitura, o brega revelou artistas de projeção nacional como Reginaldo Rossi, que morreu em 2013.

Também surgiram com o movimento as bandas Labaredas, Musa, Sedutora, Kitara, além de artistas como Kelvis Duran e Michelle Melo.

Nos últimos anos, foi aberto o espaço para o brega-funk, contagiando o público mais jovem com danças típicas e estilo visual.

Fonte: G1 Pernambuco
Foto: Rafael Medeiros/G1

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